sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Caderno de Campo - Relatos do dia

Hoje presenciei o aluno/paciente Allan Muniz de Matos, de 9 meses, que entrou aqui na BRINQUEDOTECA bem pálido e sonolento devido aos medicamentos para estabilizar o potássio, se transformar com as músicas e instrumentos de percussão que a coordenadora Sônia Teixeira animadamente tocou. Ele saiu daqui após brincar e interagir com outras crianças bem corado, para alegria de sua mãe.



O aluno/paciente Mike Erick Moraes, de 3 anos, esteve aqui conosco e se animou após ter passado por uma cirurgia de DVP, devido a hidrocefalia. Chegou com dor na cabeça e indisposto, mas queria brincar, as poucos foi melhorando e interagindo.

Acolhemos com muito respeito e carinho cada criança que chega até nós!


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Brinquedos para crianças com necessidades especiais

A brincadeira garante desenvolvimento e inclusão para os pequenos. Surgiram dúvidas na hora de escolher o brinquedo? Conheça algumas opções no Brasil e no exterior


Renata Rossi
 Shutterstock
Tem coisa mais gostosa que brincar? Para os adultos pode até parecer bobeira, mas as atividades lúdicas são fundamentais, pois possibilitam o desenvolvimento em vários aspectos. Quando se trata de crianças com necessidades especiais, a brincadeira assume papel ainda mais importante. “Brincar complementa a reabilitação, pois propicia a qualidade de vida e também os ganhos funcionais. É uma estimulação fundamental para auxiliar na recuperação ou mesmo na criação de mecanismos adaptativos”, afirma Germana Savoy, coordenadora da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri). 

Escolhas conscientes Na hora de comprar brinquedos, os pais devem levar em consideração sobretudo as preferências da criança, assim como as habilidades e capacidades funcionais. “Determinar que a criança com necessidade especial só fique com o brinquedo adaptado é uma forma de exclui-la”, defende Germana. 

É mais importante selecionar o brinquedo de acordo com o desenvolvimento do que com a faixa etária. O que vai resultar em um largo sorriso não é apenas o jogo – adaptado ou não –, mas a estratégia e a dinâmica da brincadeira.

Estímulos ideais A criança precisa de desafios para sentir-se estimulada, assim como êxito na exploração do brinquedo. O que vale é que o pequeno sinta-se valorizado pela conquista, seja montar um bloco ou apertar um botão. “À medida do possível, as crianças devem ser expostas às experiências e brincadeiras naturais da idade. O importante é ter pessoas preparadas para facilitar e mediar a interação”, alerta. 

Estratégias como texturizar, sonorizar ou iluminar móbiles, chocalhos e demais acessórios possibilitam que o objeto seja melhor percebido. A música, o canto e a representação de histórias são indicados para qualquer criança, inclusive as com limitações graves no leito. Vale abusar de máscaras, fantasias, bonecos e super heróis, uma boa alternativa aos distúrbios comportamentais. 

Para estimular a percepção visual, vale lançar mão de lanternas, purpurina e laminados. Os rostos de brinquedos com muitos detalhes e cores contrastantes ajudam a organizar esquemas visuais. Utilizar os demais sentidos na brincadeira como a audição e o tato é fundamental. 

As crianças com limitações motoras devem ter seu acesso facilitado a diversos ambientes e posições que possibilitem a exploração. No caso das limitações auditivas, as brincadeiras corporais são as mais indicadas. Jogos de percussão são interessantes, pois possibilitam perceber a vibração do som e ampliar a sensibilidade. 

A escolha certa 
Com a consultoria de Germana Savoy, da Associação Brasileira de Brinquedotecas, selecionamos algumas opções para ajudar você a se inspirar na hora de comprar o brinquedo para o seu filho. Mas lembre-se: seja qual, a diversão fará toda a diferença se ele tiver o seu estímulo e companhia. Aproveite!
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Brinquedos adaptados mundo afora 

Fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos, há muitas lojas especializadas em brinquedos para crianças com necessidades especiais. Há de tudo e é uma pena que a maioria não entregue fora do país. Uma das que tem mais opções é a Beyond Play (www.beyondplay.com). Vale a visita virtual. As lojas a seguir fazem entregas internacionais: 

Sillyas Toys (www.sillyasstoys.com) Essa loja virtual, além de brinquedos comuns, mas nada convencionais, tem opções para crianças com necessidades especiais, separadas em uma categoria. Há quebra-cabeças, jogos de memória e até uma inusitada mini-bateria para ser tocada com os dedos. 

Fat Brain Toys (www.fatbraintoys.com) Tem uma infinidade de brinquedos separados por categorias de necessidades especiais como desenvolvimento motor, socialização, linguagem e atividades sensoriais. As opções são separadas também por faixa etária, de bebês a adultos em alguns casos. 

PlayAbility Toys (www.playabilitytoys.com) 
O site classifica os brinquedos de acordo com as necessidades especiais e fornece informações completas sobre os produtos. Os brinquedos podem ser encontrados por categorias de necessidades especiais: física, sensorial, cognitiva ou de comunicação ou ainda por necessidades específicas como tetraplegia ou paralisia cerebral. 
Brinquedos adaptados mundo afora 

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Brincadeiras que adoro ensinar e brincar com as crianças!



A brincadeira é o exercício físico mais completo de todos.


"É através das brincadeiras que as crianças ampliam os conhecimentos sobre si, sobre o mundo e sobre tudo que está ao seu redor".


Ciranda de Roda



FAIXA ETÁRIAAcima de 3 anos
LOCALCalçada, Praia, Quintal, Quadra de esportes, Condomínio, Praça
ESTIMULARSocialização, Lateralidade, Ritmo, Criatividade, Linguagem
PARTICIPANTES3+

COMO BRINCAR

De mãos dadas, o grupo gira em sentido horário cantando músicas folclóricas de roda. Existem inúmeras cantigas sendo que a maioria é coreografada.

Alguns exemplos de cantigas de roda:
Capelinha de melãoCapelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João! 

Caranguejo 
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!

Atirei o pau no gatoAtirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 

Ciranda cirandinha
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem tres filhas
Todas tres por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar

Escravos de Jó
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.

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Telefone sem Fio


FAIXA ETÁRIAAcima de 4 anos
LOCALDentro de casa, Praça, Salão de Festas, Quintal, Condomínio
ESTIMULARAtenção, Criatividade, Linguagem, Memória
PARTICIPANTES5+

COMO BRINCAR

Todos se sentam em um círculo ou em fila, um ao lado do outro, e a brincadeira começa com um dos jogadores elaborando uma frase e dizendo-a bem baixinho no ouvido do participante que estiver ao seu lado. 

Este repete a frase, como a ouviu, para a próxima pessoa e assim sucessivamente até o último jogador, que deve dizer a frase em voz alta. 

Raramente ela será a mesma dita pela primeira pessoa da roda, o que garante a diversão do jogo. 

Dicas: 
com crianças mais novas, em vez de frases diga apenas uma palavra por vez. A brincadeira também pode ajudar a fixar temas abordados em sala de aula se as frases repassadas forem relacionadas ao assunto. 



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Passa Anel


FAIXA ETÁRIAAcima de 6 anos
LOCALQuintal, Praça, Parque, Salão de Festas, Dentro de casa
ESTIMULARImaginação, Criatividade, Atenção
PARTICIPANTES8+
MATERIALUm anel

COMO BRINCAR

Antes da brincadeira começar, um dos participantes é escolhido para passar o anel. O restante do grupo forma uma fila e todos ficam com as mãos unidas e entreabertas, como uma concha fechada. O participante também posiciona as mãos em formato de concha, mas com o anel dentro. Ele deve passar as mãos dele por dentro das mãos de cada participante. Em um determinado momento ele escolhe um dos jogadores e deixa o anel cair nas mãos dele sem que o resto do grupo perceba. Depois ele deve passar pelo menos mais uma vez pela fila inteira novamente, para que ninguém desconfie onde está o anel. 

Depois disso ele escolherá outro participante que não esteja com o objeto e este deve adivinhar onde o anel está. Se acertar será a vez dele passar o anel. Se errar é eliminado do jogo. 

A brincadeira pode ficar mais interessante se o passador tiver mais de um objeto na mão. Pode ser um anel, uma bola de gude e uma moeda, por exemplo. Neste caso é preciso escolher antes quem deverá tentar adivinhar. Cada objeto é passado de uma vez. O jogador escolhido terá então que adivinhar qual objeto está na mão de quem. 

ESTA BRINCADEIRA TAMBÉM SE CHAMA...

Anelzinho, jogo do anel


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domingo, 29 de setembro de 2013

Câmera Escondida - Inocência de uma Criança Brincando de Médico


O médico veste as crianças com jaleco para que se passem por médicos mirins, com a finalidade de ajudar a diagnosticar um paciente (com algo raro no estomago), as crianças de forma inocente entram na brincadeira dos médicos, onde fazem os pequeninos usarem Estetoscópio e observar imagens de radiográficas (simulação) na intenção de ver suas reações. Veja as reações dos pequeninos ao ver a descoberta nos exames de Raios-X. 



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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Hospitais investem em 'super heróis' no tratamento de crianças com câncer


Num hospital estadual de São Paulo, os personagens saem do gibi pra ajudar as crianças nas sessões de quimioterapia, que é conhecida como a Super Fórmula. 


cancer_herois_interna

Explicar de maneira lúdica o diagnóstico de câncer e quais são as suas consequências para o público infantil é um dos principais desafios dos hospitais que tratam da doença. É por isso que, cada vez mais, essas unidades apostam em estratégias como histórias em quadrinhos, super-heróis e personagens infantis para se aproximar da linguagem das crianças doentes. 

Superformula to Fight Cancer




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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aconteceu: A aluna paciente, Maria Eduarda e sua vitória!

Nós da BRINQUEDOTECA do HCSL - COORDENADORA SÔNIA TEIXEIRA, ficamos encantados com o alto astral, educação e garra da aluna paciente, Maria Eduarda.
É muito bom saber que fizemos nossa parte para amenizar a angústia ante uma cirurgia tão delicada e complexa, acolhendo-a com carinho e levando alegria através das brincadeiras e jogos. :))




| Notícia da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí

Data 13/09/2013 11:35:00

Samuel Libânio é destaque em cirurgia complexa de garota de 10 anos

A menina Maria Eduarda Oliveira Alves sofria com um problema na coluna cervical e que só foi solucionado no Hospital Samuel Libânio

Quem olha a sorridente e astuta Maria Eduarda Oliveira Alves, de 10 anos, nem imagina que a garota passou momentos difíceis em sua vida. A menina nasceu com um problema congênito, uma deficiência na coluna cervical, que a impedia de andar, fazer as necessidades fisiológicas normalmente e ainda provocou um acidente vascular cerebral (AVC), o popularmente derrame cerebral.

Os pais de Maria Eduarda, o funcionário público Valdenir Alves de Souza e a dona de casa Albina Ferreira de Oliveira Souza, de Montes Claros (MG), ao longo de uma década, peregrinaram por vários hospitais de Minas Gerais e São Paulo atrás de especialistas para tentar amenizar o sofrimento da família. "Minha filha com cinco dias de vida entrou em coma. Do nada ela acordou chorando muito, achávamos que era cólica, como ela não parava de chorar levamos ela na pediatra, que passou um medicamento e retornamos para casa. Comecei a ficar preocupada, pois passava 8h, 10h, 12h, 15h e a Maria Eduarda não acordava. Ao retornar com nossa filha a pediatra, ela foi imediatamente encaminhada para a UTI Infantil de Montes Claros (Unidade de Tratamento Intensivo) em coma. Foi um susto grande. Diante de exames descobrimos que ela tinha um problema congênito que não foi apontado durante o pré-natal", lembra emocionada dona Albina Souza, que completa "deste dia em diante começou a peregrinação de nossa família atrás de um tratamento para nossa filha".

O pai, Valdenir Alves conta que juntou todas as economias com o único objetivo: buscar um tratamento adequado para Maria Eduarda. "Em Belo Horizonte, no Hospital Sara Kubistchek encontramos o tratamento, porém a cura do problema na coluna de Maria Eduarda nunca era solucionado. Minha esposa e eu resolvemos buscar ajuda em São Paulo, no Hospital Albert Einstein, lá existia o tratamento adequado, porém não tínhamos o dinheiro para honrar o pagamento. Em Extrema, na casa de minha cunhada, foi nos comentado sobre o Hospital Samuel Libânio de Pouso Alegre, onde viemos procurar tratamento, e aqui, graças a Deus (o pranto rola no rosto de Valdenir Alves ao contar o fato) e ao médico Carlos Henrique conseguimos a cura de nossa filha. Nossa vida foi salva graças a este Hospital, que nos acolheu de braços abertos", disse Valdenir Alves.

A história de vida da pequena Maria Eduarda comoveu o neurocirurgião Carlos Henrique Raggiotto, que liderou a equipe médica na realização da cirurgia, considerada complexa. "É uma história de luta pela vida. Uma história de persistência. Uma história comovente, que tive o prazer de fazer parte. Com essa cirurgia que realizamos, Maria Eduarda não sofrerá mais AVC. O problema congênito foi totalmente corrigido com sucesso e ainda existe uma grande possibilidade dela poder andar", comemora o neurocirurgião Carlos Henrique.

Segundo a diretora Administrativa do Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL), Sílvia Regina Pereira da Silva a cirurgia da Maria Eduarda foi realizada pelo convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), porém a referência da garota não pertence a região de Pouso Alegre. "Nosso Hospital Samuel Libânio, apesar das inúmeras dificuldades financeiras não abandonou mais um caso complexo como este. Nós temos capacidade para realizar procedimentos de alta complexidade como o da Maria Eduarda, porém nos faltam recursos financeiros para realizá-los".

A família de Maria Eduarda retorna para Montes Claros, após quatro dias hospitalizada, feliz e agradecida ao corpo clínico do HCSL pelo atendimento. "Vamos levar para sempre o Hospital Samuel Libânio em nosso coração. Somos eternamente gratos pelo médico Carlos Henrique e sua equipe e todos os funcionários do Hospital", finaliza Valdenir Alves.

Por Lucas Silveira
Ascom/FUVS

A família de Maria Eduarda reunida esboça felicidade com o sucesso da cirurgia realizada pelo HCSL



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